Inteligência Emocional pode ser solução para conflitos em condomínio

É para os moradores, muito confortável mas autorizar a execução de serviços particulares nas áreas privativas pode gerar repercussões trabalhistas

Na verdade essa situação traz bastante conforto para o condômino mas não é recomendável. Em casos emergenciais para praticar socorro, ajudar na locomoção de um idoso ou um condômino que necessita eventualmente de ajuda para seu deslocamento é compreensível e até aceitável.
O problema é que as Leis trabalhistas vinculam o condomínio a praticamente toda a responsabilidade, por isso aconselha-se que o trabalhador apenas execute suas funções nas áreas comuns do prédio.

Outro detalhe muito importante é que o trabalhador do condomínio não se caracteriza como trabalhador doméstico, ou seja não tem obrigação de executar serviços nas unidades autônomas, tais como: trocar lâmpadas para os condôminos por exemplo, pois em caso de um eventual acidente, que torne o trabalhador incapacitado temporariamente os custos de reabilitação serão integralmente do condomínio, e todas suas reparações trabalhistas e físicas que porventura ocorrerem.

Vale salientar ainda que poderá o empregado se quiser, cobrar do condomínio no futuro também a execução de horas extras em horários fora de seu expediente em função da solicitação de serviços por parte do morador, então todo cuidado é pouco.
Durante algum tempo, muitas pessoas acreditavam que o teste de QI media a inteligência geral do indivíduo, e davam alto grau de importância para isso. No entanto, com a contribuição do psicólogo americano, Howard Gardner, que apresentou a “Teoria das Inteligências Múltiplas”, passou a se entender que aquela avaliação media apenas um tipo de inteligência, a inteligência lógico-matemática.

A evolução dos estudos e pesquisas mostraram que existem vários outros tipos de inteligências segmentadas, como, por exemplo, para: música, gestão, relacionamentos, ensino, entre outras. Dentre elas, a emocional vem ganhando grande espaço pelo alto grau de interferência que possui sobre todas as demais.

Em um mundo onde as relações de respeito são cada vez mais valorizadas, o comportamento de um indivíduo pode determinar contratação ou demissão, harmonia ou guerra!

Saber, primeiramente, evitar ou, se necessário, lidar com situações de conflitos quando se vive em “comunidade” com outras pessoas, está diretamente ligado a inteligência emocional.

De acordo com o treinador comportamental Léo Berlese, é importante se autoconhecer para ter consciência das próprias emoções e sensibilidade e empatia para perceber os sentimentos das pessoas com as quais se está comunicando. “Isso gera ganho nas relações humanas, pois cada emoção modifica nossa maneira de pensar e agir. Estar atento a nós mesmos pode prevenir situações delicadas, além de aproveitar melhor a nossa energia para focar em objetivos mais importantes do que as brigas com o vizinho”, destaca o coach.

Berlese reforça que quando o assunto é conflito em condomínios ou desavenças entre condôminos, a melhor dica é esperar a raiva ou qualquer outro sentimento negativo passar. E, só então, conversar ou tentar resolver o problema. “É preciso usar a racionalidade para promover melhores emoções. Interpretar as relações interpessoais de forma mais harmônica, traz equilíbrio e qualidade para qualquer setor de nossas vidas”, finaliza.

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